quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Transistor de plástico abre caminho para eletrônicos dobráveis

Dupla camada isolante

Na busca pelo desenvolvimento de aparelhos eletrônicos flexíveis - telas de enrolar e coisas parecidas - um dos maiores obstáculos tem sido a criação de transistores com estabilidade suficiente para funcionar em vários ambientes.

A diferença entre o frio seco e congelado do norte da Europa e o calor úmido dos trópicos tem sido demais para a eletrônica orgânica, cujos componentes flexíveis são feitos basicamente de plástico.



 




O novo transistor orgânico pode ser produzido em massa, com técnicas industriais, em uma atmosfera normal, o que é essencial para que o componente seja compatível com os dispositivos de plástico em que deverá funcionar.




Agora, pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, desenvolveram uma técnica que combina os transistores orgânicos de efeito de campo com uma porta isolante de duas camadas.Isto permite que o transístor funcione com uma estabilidade sem precedentes e com um nível adequado de desempenho - o desempenho de um transístor não depende apenas dos semicondutores propriamente ditos, mas também da interface entre os semicondutores e as portas dielétricas, ou isolantes.

Transístor orgânico

O novo transístor orgânico pode ser produzido em massa, com técnicas industriais, em uma atmosfera normal - a fabricação em temperaturas mais baixas é essencial para que o componente seja compatível com os dispositivos de plástico em que deverá funcionar.A bicamada dielétrica é feita de um polímero fluorado, conhecido como CYTOP, e de uma camada de óxido metálico de elevada constante dielétrica (High-K), criada por deposição de camadas atômicas.Quando usadas isoladamente, cada uma dessas substâncias tem suas vantagens e desvantagens.O CYTOP é conhecido por formar poucos defeitos na interface do semicondutor orgânico, mas também tem uma constante dielétrica muito baixa, o que requer um aumento na tensão de funcionamento.O metal-óxido de k elevado utiliza baixa tensão, mas não tem boa estabilidade por causa de um elevado número de defeitos na interface.

Melhor mal acompanhado do que só

Bernard Kippelen e sua equipe descobriram que a combinação dos dois materiais anula em grande parte os defeitos das substâncias isoladas. Anteriormente, a equipe de Kippelen já havia construído um transistor orgânico usando carbono 60.

 

Os transistores sobreviveram a mais de 20.000 ciclos de funcionamento, sem nenhuma degradação.


"Quando começamos a fazer os experimentos, os resultados foram impressionantes. Esperávamos uma boa estabilidade, mas não a ponto de não ter nenhuma degradação na mobilidade por mais de um ano," disse Kippelen.

Os transistores sobreviveram a mais de 20.000 ciclos de funcionamento, sem nenhuma degradação, mesmo quando foram submetidos ao dobro da sua corrente nominal. Mesmo dentro de uma câmara de plasma eles funcionaram por cinco minutos sem degradação.

A única coisa que não será recomendado fazer quando você tiver seus primeiros aparelhos flexíveis à base de eletrônica orgânica será mergulhá-los por uma hora em uma vasilha cheia de acetona - ao fazer isto, os cientistas descobriram que eles não vão pifar, mas não funcionarão tão bem.

Bibliografia:

Top-Gate Organic Field-Effect Transistors with High Environmental and Operational Stability
Do Kyung Hwang, Canek Fuentes-Hernandez, Jungbae Kim, William J. Postcavage Jr., Sung-Jin Kim, Bernard Kippelen
Advanced Materials
25 JAN 2011
Vol.: Article first published online
DOI: 10.1002/adma.201004278
 

Estatística Fácil- Antônio Arnot Crespo - 18ª ed. (2002).pdf

 


Este livro é o resultado de vários anos de estudo dirigidos ao ensino de Estatística e destina-se à alunos dos cursos profissionalizantes de 2º grau (Secretariado, contabilidade, Administração, formação Especifica de Magistério para o 1º grau, etc.) e, também, aos alunos dos cursos superiores que necessitam de um estudo introdutório de Estatística. Apresenta todos os tópicos exigidos pelo programa estabelecido para os cursos profissionalizantes da rede de ensino particular e oficial, de forma acessível ao aluno, dentro de um esquema de ensino objetivo e prático. O estudo é complementado por exercícios em abundância com situações práticas.

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Programas gratuitos para criação e montagem de circuitos eletrônicos

QEletrotech Software- Elaborar diagramas elétricos




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Fotolite- Criação de placas de circuito impresso



Tutorial

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Desing Industrial- Materiais e processos de fabricação- Jim Lesko.pdf

Sinopse: Este livro apresenta informações abrangentes sobre materiais e processos de manufatura, indispensáveis aos designers industriais, sem aprofundar-se nas discussões técnicas direcionadas aos engenheiros. O Autor oferece o conhecimento prático que o leitor necessita para compreender a realidade dos processos e os materiais utilizados, viabilizando escolhas conscientes para os projetos de design industrial e grande economia de tempo, que poderá ser empregado no design de produtos. Você encontrará desde a terminologia básica até dicas valiosas sobre como certas formas são melhores para uma aplicação em particular, e aprenderá como obter a melhor performance dos métodos e materiais mais utilizados. Um companheiro indispensável para estudantes e profissionais do design industrial, Design Industrial: Materiais e Processos de Fabricação oferece acesso facilitado às informações que você precisa.

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Grafeno X Silício, uma evolução na tecnologia

Recentemente tivemos as entregas dos Nobéis. E o nobel de física foi para Andre Geim e Konstatntin Novoselov por seus experimentos na utilização do Grafeno.
Bom, antes de falar do Grafeno vamos entender primeiro como é constituída toda a tecnologia que nos rodeia.
Hoje todos os nossos equipamentos eletrônicos utilizam dispositivos semicondutores construídos com Silício. O Silício é um elemento da coluna 4A da tabela periódica e faz parte dos elementos semicondutores.
Os semicondutores em condições normais não são bons condutores de eletricidade, porém através de um processo chamado "Dopagem eletrônica", onde esses elementos recebem impurezas químicas de outros elementos da tabela periódica os semicondutores tornam-se bons condutores e é a partir destes semicondutores dopados que se origina os transístores e consecutivamente os Circuitos Integrados (Chips).


A tecnologia com circuitos originados do silício sem dúvidas foi um grande avanço de nossa ciência, foi através deste procedimento que conseguimos ter a mão todos esses aparatos tecnológicos ao nosso redor.
Nós conseguimos aumentar gradativamente a quantidade de transístores dentro de uma pequena área do Circuito Impresso, primeiro foram 10 transístores dentro de uma pequena área, depois 100 transístores dentro da mesma área, 1000, 10 000... chegamos a escala SLSI(Super Large Scale Integration) que tem pra mesma área inicial uma quantidade que varia entre 1 milhão e 10 milhões de transístores. Só que a medida que fomos explorando o potencial do Silício fomos encontrando seus limites. Hoje os fabricantes de circuitos integrados estão encontrado muitos problemas para aumentar a frequência de trabalho dos dispositivos semicondutores feitos de silício e também dificuldades para aumentar a escala de integração nos Circuitos.


A medida que convergimos para a nanotecnologia a passagem da corrente elétrica nesses dispositivos causa uma série de eventos que prejudica o perfeito funcionamento, o primeiro problema é a variação de temperatura e em seguida mais não menos importante a variação dimensional.

Bom, então é agora que entra o Grafeno.
O grafeno é uma nova forma na combinação do carbono descoberta em 2004 e que é considerado um dos tópicos mais quentes na física atual. Os átomos individuais de carbono no grafeno estão dispostos em uma estrutura hexagonal, o que gera uma folha plana. Se essas folhas forem enroladas elas resultarão nos famosos nanotubos de carbono.



O Grafeno se caracteriza por uma alta condutividade térmica e elétrica e por combinar uma alta elasticidade e rapidez com uma extrema dureza, o que o situa como o material mais resistente do mundo. Só para se ter uma idéia, um transistor normal mede 45 nanômetros, um átomo mede 0,1 nanômetro. O transistor de grafeno mede 1 nanômetro. Apenas 10 vezes maior que um átomo e 45 vezes menor que um transistor normal. Nas fitas de grafeno, graças às suas dimensões em escala nanométrica, o confinamento quântico faz o material se comportar como um semicondutor, tornando-o adequado para a criação de dispositivos eletrônicos.



Mas, quando as fitas têm largura a partir de 1 micrômetro, o grafeno funciona como um condutor - como um condutor excepcional transmitindo a corrente elétrica 100 vezes mais rápido que qualquer material conhecido. Por ser o material de carbono mais fino possível, com apenas um átomo de espessura, o grafeno é ideal para a construção de eletrodos transparentes, necessários para as telas sensíveis ao toque.
Bom, a comunidade científica está muito animada com as possibilidades do grafeno, e nós meros mortais vamos testemunhar uma revolução na tecnologia que temos hoje assim que o grafeno começar a ser fabricado em escala comercial.

Supercondutividade e eletromagnetismo







Supercondutividade é um fenômeno observado em diversos metais e materiais cerâmicos. Quando esses materiais são resfriados a temperaturas que vão do zero absoluto (0 graus Kelvin, -273°C) à temperatura do nitrogênio líquido (77 K, -196°C), não apresentam resistência elétrica. Como esses materiais não possuem resistência elétrica, o que significa que os elétrons podem se deslocar livremente através deles, eles podem
transmitir grandes quantidades de corrente elétrica por longos períodos sem perder energia na forma de calor. Foi comprovado que malhas de fios supercondutores podem transmitir correntes elétricas por centenas de anos sem nenhuma perda considerável.
São diversas as aplicações dos materiais que possuem propriedades supercondutoras dentre elas: a construção de Trens MagLev (levitação magnética) e de aparelhos de ressonância magnética nuclear. Um comboio (trem) de levitação magnética ou Maglev (Magnetic levitation transport) é um veículo semelhante a um comboio que transita numa linha elevada sobre o chão e é propulsionado pelas forças atrativas e repulsivas do magnetismo através do uso de supercondutores. Devido à falta de contato entre o veículo e a linha, a única fricção que existe, é entre o aparelho e o ar. Por consequência, os comboios de levitação magnética conseguem atingir velocidades enormes, com relativo baixo consumo de energia e pouco ruído, (existem projetos para linhas de maglev que chegariam aos 650 km/h.
Embora a sua enorme velocidade os torne potenciais competidores das linhas aéreas, o seu elevado custo de produção limitou-o, até agora, à existência de uma única linha comercial, o transrapid de Xangai. Essa linha faz o percurso de 30 km até ao Aeroporto Internacional de Pudong em apenas 8 minutos.

 
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